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Merchant Center Next: O guia para turbinar suas campanhas de Shopping

Para um e-commerce, aparecer bem no Google Shopping começa na qualidade do catálogo que alimenta a mídia: preço, disponibilidade, imagem, título, descrição, frete e atributos precisam chegar ao Google com consistência para que os produtos tenham condição real de competir.

Essa rotina já foi técnica e trabalhosa. Feeds precisavam ser montados, revisados e acompanhados de perto; diagnósticos ficavam espalhados; e qualquer divergência entre site, catálogo e anúncio podia bloquear produtos importantes justamente quando havia demanda.

Mas isso mudou. A nova experiência do Google Merchant Center trouxe uma interface mais simples, automações de dados, relatórios mais acessíveis, diagnóstico organizado por itens que exigem atenção e recursos de IA, como o Product Studio, para melhorar imagens de produto com mais agilidade.

Neste guia, você vai entender o que mudou, quais recursos merecem atenção e como uma configuração bem feita pode impactar campanhas de Shopping, Performance Max e outras frentes de mídia para e-commerce.

Se a sua operação ainda trata o Merchant como um bastidor técnico, saiba que ele pode ser uma das peças que mais influenciam eficiência, visibilidade e potencial de venda no Google Ads.

 

Sumário

 

O que é o Merchant Center Next e por que ele mudou o jogo do Shopping

Merchant Center Next é a evolução da experiência clássica do Google Merchant Center, criada para simplificar a forma como varejistas gerenciam produtos no Google. A plataforma organiza informações de catálogo para listagens gratuitas, anúncios de Shopping e campanhas que usam dados de produto, como Performance Max.

Em julho de 2026, o Google começou a retirar o nome “Next” da interface, dos e-mails e da Central de Ajuda, passando a se referir à experiência apenas como Google Merchant Center. Mesmo assim, o termo Merchant Center Next continua útil para diferenciar a evolução da plataforma em relação ao modelo clássico e para orientar pesquisas sobre a mudança.

A transformação mais importante não está no nome. Está na forma como o Merchant ajuda a organizar o catálogo, revelar problemas, sugerir caminhos e aproximar dados de produto da estratégia de mídia. Para um e-commerce, isso muda a velocidade da operação: um item com preço incorreto, imagem inadequada, frete inconsistente ou reprovação deixa de ser apenas uma pendência técnica e passa a ser uma oportunidade de venda travada.

Campanhas de Shopping são valiosas porque combinam intenção de busca, imagem, preço, disponibilidade e marca em um formato muito próximo da decisão de compra. Essa proximidade também torna a operação mais sensível. Quando o catálogo falha, a mídia pode perder alcance qualificado, cliques e receita antes mesmo de entrar na disputa criativa ou de lance.

Logotipo do Google Shopping em formato de sacola de compras.

 

Dica i-Cherry

Antes de aumentar o investimento em Shopping, revise a qualidade do Merchant. Muitas vezes, o gargalo não está no orçamento, mas em produtos com dados incompletos, imagens pouco competitivas ou erros que impedem a entrega.

 

O problema do modelo antigo: feeds manuais e diagnóstico espalhado

A versão clássica do Merchant Center funcionava, mas exigia mais esforço operacional para manter o catálogo saudável. Em lojas pequenas, esse trabalho já podia consumir tempo. Em grandes e-commerces, com milhares de SKUs, variações de estoque, campanhas sazonais e múltiplas categorias, qualquer inconsistência ganhava escala rapidamente.

O ponto não é dizer que feeds estruturados deixaram de existir. Em operações maduras, arquivos, APIs, regras, integrações e fontes suplementares continuam relevantes. O que mudou foi a tentativa do Google de reduzir atrito, centralizar alertas e transformar diagnóstico em ação mais rápida.

Esse contraste ajuda a entender por que Merchant Center Next não deve ser lido apenas como redesign de interface. Ele responde a um problema real de gestão: manter dados de produto confiáveis em um ambiente de mídia cada vez mais automatizado.

Feeds manuais exigiam mais tempo e conhecimento técnico

No modelo anterior, configurar produtos para Shopping normalmente envolvia preparar arquivos, mapear atributos, revisar erros e garantir que título, preço, disponibilidade, GTIN, marca, categoria, imagem, frete e política de devolução estivessem alinhados às regras do Google e ao que aparecia no site.

Esse processo continua importante, mas antes dependia mais de execução manual e domínio técnico. Quando o cadastro mudava na loja, o feed precisava acompanhar. Se preço ou estoque ficassem desatualizados, a experiência do usuário e a aprovação do produto podiam ser afetadas. Em datas comerciais, essa diferença entre site, Merchant e campanha podia custar caro.

Com a nova experiência, o Google passou a facilitar a inclusão e atualização de produtos usando informações detectadas no site ou conectadas por plataformas de e-commerce. Isso reduz a dependência de alimentação manual em muitos cenários, mas não elimina a necessidade de governança, principalmente quando há catálogo grande, regras comerciais específicas ou múltiplas fontes de dados.

Diagnóstico espalhado dificultava a priorização

Outro desafio era entender rapidamente quais produtos exigiam atenção e qual problema realmente impactava a entrega. Reprovações, alertas de política, inconsistências de preço, problemas de imagem, baixa competitividade e atributos ausentes nem sempre entravam na mesma leitura operacional.

Para times de mídia, isso criava distância entre sintoma e causa. A campanha podia perder entrega, mas o problema estar no feed, no site, em uma regra de frete, em uma imagem ou em um atributo obrigatório. Sem uma visão mais direta, a correção dependia de investigação manual e alinhamento entre mídia, e-commerce, tecnologia e catálogo.

O Merchant Center Next torna essa rotina mais objetiva ao organizar status de produtos, recomendações e áreas de atenção em uma experiência mais simples. A vantagem, para a operação, é transformar uma lista de pendências em um plano de prioridade.

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Os principais recursos do Merchant Center Next

A evolução do Merchant Center fica mais clara em quatro frentes: automação de dados de produto, criação de imagens com IA, análises mais acessíveis e diagnóstico simplificado. Cada recurso resolve uma parte da operação, mas o valor aparece quando todos trabalham juntos.

Para e-commerces, a pergunta mais importante não é apenas “qual recurso novo posso usar?”. A pergunta estratégica é: qual recurso reduz atrito, melhora a qualidade do catálogo e aumenta a capacidade da mídia de vender com eficiência?

Extração automática de dados de produto

Um dos recursos mais relevantes da nova experiência é a possibilidade de o Google detectar informações do site e preencher dados de produto automaticamente. Em vez de depender apenas da criação manual de um feed desde o início, o sistema pode identificar produtos, preços, imagens, descrições e outros atributos disponíveis na loja online.

Isso simplifica a entrada de novos itens e pode reduzir o tempo necessário para começar a aparecer em superfícies do Google. Também ajuda a manter determinadas informações mais próximas do que está publicado no site, especialmente quando há dados estruturados, páginas bem organizadas e consistência entre e-commerce e catálogo.

Atenção ao uso da automação

Para operações com grande volume de SKUs, múltiplos canais, regras de preço ou controle avançado de catálogo, feeds, APIs e fontes suplementares continuam estratégicos. A automação reduz trabalho manual; não substitui qualidade de dados.

Product Studio: imagens profissionais com apoio de IA

O Product Studio é uma das mudanças mais visíveis para quem trabalha com catálogo. A ferramenta usa IA generativa para ajudar varejistas a criar e melhorar imagens de produto, com recursos como geração de cenas, remoção de fundo e aumento de resolução.

Isso importa porque, no Shopping, a imagem aparece antes de qualquer argumento longo. Em uma página de resultados onde vários produtos competem por atenção, preço, entrega e avaliação, uma foto mais clara, contextualizada e compatível com a categoria pode influenciar na percepção de valor antes do clique.

A vantagem não está em deixar o catálogo apenas mais bonito. Está em ganhar agilidade para testar contextos, criar variações sazonais, corrigir fundos inadequados e elevar o padrão visual de muitos produtos sem depender sempre de novas sessões fotográficas. Para marcas com muitos SKUs, essa economia de tempo pode ser decisiva.

Há limites importantes. Recursos de IA podem variar por país, idioma, categoria e tipo de produto. Além disso, imagens geradas por IA precisam respeitar políticas, metadados exigidos e restrições para categorias reguladas. Em uma operação profissional, Product Studio deve ser ferramenta de escala com revisão humana, não atalho sem controle.

Aba de análises: preços, visibilidade e tendências de pesquisa

O novo Merchant Center também fortalece a camada de análise. A plataforma reúne relatórios que ajudam a entender desempenho de produtos, competitividade de preços, visibilidade frente a concorrentes e tendências de pesquisa específicas do varejo.

Essa leitura é importante porque Shopping não depende apenas de mídia. Depende de sortimento, preço, estoque, margem, demanda e experiência de compra. Um produto pode ter baixa performance porque o lance está limitado, mas também porque está caro em relação ao mercado, pouco visível na categoria ou desconectado de uma tendência em crescimento.

Quando esses dados aparecem de forma mais organizada dentro do Merchant Center, o time ganha uma leitura inicial mais rápida. Para decisões mais completas, essa visão precisa ser cruzada com Google Ads, dados de conversão, margem, estoque e comportamento no site.

Aqui, o Merchant conversa diretamente com uma operação de dados mais madura: integração com APIs de Conversão e automação no Google Ads ajuda a transformar sinais dispersos em decisões melhores de campanha.

Diagnóstico simplificado de produtos que exigem atenção

A aba de produtos que exigem atenção ajuda a identificar itens com problemas de aprovação, dados ausentes, inconsistências ou limitações que podem afetar a exibição no Google. Para quem opera campanhas de Shopping, essa visão precisa entrar na rotina, porque produto com pendência não escala.

O diagnóstico simplificado melhora a priorização. Em vez de tratar todos os erros como urgentes, o time consegue entender quais ajustes têm maior impacto potencial na presença dos produtos, na disponibilidade para anúncios e na experiência do usuário.

Essa mudança também melhora a conversa entre mídia e e-commerce. Corrigir um problema de produto pode liberar entrega, recuperar visibilidade e aumentar eficiência sem exigir, de imediato, mais verba.

Recurso

O que resolve

Impacto para campanhas

Extração automática de dados

Reduz esforço inicial e ajuda a manter informações próximas do site.

Facilita entrada de produtos e diminui dependência de cadastro manual em muitos casos.

Product Studio

Cria ou melhora imagens com IA, como fundo, cena e resolução.

Eleva padrão visual do catálogo e favorece testes criativos com mais agilidade.

Aba de análises

Organiza preço, visibilidade, tendências e desempenho.

Ajuda a priorizar produtos, ofertas e ajustes comerciais com leitura mais rápida.

Produtos que exigem atenção

Mostra pendências, reprovações e problemas relevantes.

Reduz bloqueios, perda de elegibilidade e oportunidades travadas em mídia.

 

 

Como migrar (ou configurar do zero) para o Merchant Center Next

Como o Google já concluiu a transição da versão clássica para a nova experiência e começou a retirar o nome “Next” da plataforma, muitos anunciantes hoje acessam o novo Merchant Center por padrão. Ainda assim, a implementação muda conforme o ponto de partida da operação.

Quem já usava a ferramenta precisa revisar a nova organização da conta. Quem começa agora precisa construir uma base confiável desde o primeiro cadastro. Nos dois casos, o objetivo é o mesmo: garantir que o catálogo esteja correto, aprovado, competitivo e conectado ao Google Ads.

Sem essa estrutura, campanhas de Shopping e Performance Max trabalham com sinais fracos, produtos ausentes ou oportunidades limitadas.

Para quem já usava o Merchant Center clássico

Para quem já utilizava o Merchant Center clássico, a migração exige uma revisão cuidadosa da conta para garantir que a nova interface não esconda ajustes importantes. Antes de avançar com novas otimizações, vale confirmar se a base técnica, os dados de produto e os vínculos de mídia continuam funcionando corretamente.

1. Revisar a conta após a atualização. Confira se produtos, fontes de dados, integrações, configurações de frete, impostos, políticas e vínculos com Google Ads foram preservados corretamente.

2. Mapear onde ficaram os recursos avançados. Fontes suplementares, regras, configurações internacionais e add-ons podem estar em áreas diferentes da interface anterior.

3. Verificar produtos que exigem atenção. Priorize reprovações, divergências de preço ou disponibilidade e problemas que afetam SKUs com maior potencial de receita.

4. Revisar relatórios de análise. Use dados de preço, visibilidade e tendências para ajustar mix de produtos, promoções e prioridade de mídia.

5. Atualizar rotinas internas. Documente o novo fluxo de diagnóstico, correção e acompanhamento para que mídia, catálogo e e-commerce trabalhem com a mesma régua.

Para quem vai configurar a conta pela primeira vez

Quem começa do zero precisa estruturar o Merchant Center pensando não só na aprovação dos produtos, mas na qualidade do catálogo que será usado pelas campanhas. Quanto mais consistente for essa base, menor o risco de erros técnicos comprometerem a entrega e a performance no Google Shopping.

1. Criar e verificar a conta no Google Merchant Center. A validação do site e das informações comerciais é o primeiro passo para controlar como os produtos aparecem no Google.

2. Escolher a melhor fonte de dados. Dependendo da loja, é possível usar detecção automática, integração com plataforma de e-commerce, arquivo de feed, planilha, API ou combinação entre fontes.

3. Garantir qualidade dos atributos essenciais. Título, descrição, preço, disponibilidade, imagem, GTIN, marca, categoria, frete e política de devolução precisam estar consistentes com o site.

4. Conectar Merchant Center ao Google Ads. Esse vínculo permite usar o catálogo em campanhas de Shopping, Performance Max e outras estratégias baseadas em dados de produto.

5. Criar uma rotina de diagnóstico. Acompanhe produtos aprovados, itens com atenção, competitividade, tendências e oportunidades antes de escalar investimento.

Esse processo também conversa com temas mais amplos de presença digital. Quanto mais completo, consistente e estruturado for o dado de produto, maior tende a ser a capacidade da marca de aparecer em experiências de busca, Shopping e ambientes cada vez mais influenciados por IA.

Em ecossistemas mediados por algoritmos, dados claros, confiáveis e bem organizados passam a influenciar a descoberta, visibilidade e competitividade.

 

Impacto na performance das campanhas de Shopping

O Merchant Center Next não melhora performance por mágica. Ele melhora as condições para que a mídia trabalhe melhor. Essa diferença é importante para evitar uma leitura simplista da ferramenta.

Campanhas de Shopping dependem de uma combinação entre qualidade do catálogo, competitividade comercial, estratégia de campanha, dados de conversão, orçamento, criativos e experiência no site. Quando o Merchant está bem configurado, a operação reduz desperdícios invisíveis e responde mais rápido a problemas que antes ficavam escondidos.

Produtos deixam de ficar bloqueados por erros simples, informações ficam mais alinhadas ao site, imagens ganham padrão, relatórios ajudam a priorizar ações e o time consegue reagir melhor a mudanças de preço, estoque e demanda.

Catálogo mais saudável aumenta elegibilidade e consistência

Produtos aprovados, atualizados e completos têm mais condição de participar dos leilões certos. Isso não garante vendas, mas evita que a campanha perca oportunidades por problemas de base.

Em e-commerces com muitos SKUs, melhorar a saúde do catálogo pode recuperar alcance, cliques e receita que estavam travados por pendências operacionais. Às vezes, o ganho não vem de criar uma nova campanha, e sim de liberar corretamente o que a operação já tinha para vender.

Imagens melhores podem influenciar CTR e percepção de valor

No Shopping, a imagem aparece antes de qualquer argumento longo. Product Studio e melhorias visuais ajudam a elevar o padrão do catálogo, mas a régua precisa continuar estratégica. A imagem deve representar o produto com fidelidade, destacar atributos relevantes e manter coerência com a marca. Criativo bom em e-commerce não é só bonito: é claro, competitivo e útil para a decisão de compra.

Essa atenção também precisa continuar depois da primeira versão do catálogo. Acompanhar sinais de frequência e desgaste de criativos ajuda a entender quando uma imagem, oferta ou abordagem visual precisa ser ajustada para manter a eficiência de mídia ao longo do tempo.

Dados centralizados aceleram decisões comerciais e de mídia

Relatórios de preço, concorrência, visibilidade e tendências ajudam a tirar a campanha do modo reativo. Em vez de olhar apenas para ROAS ou CPA depois que o resultado caiu, o time pode investigar se há problema de preço, baixa visibilidade, categoria aquecida, oportunidade sazonal ou produto com pendência.

Essa leitura é especialmente importante quando Merchant Center, Google Ads, dados de conversão e análise de catálogo trabalham juntos. Uma operação madura não otimiza apenas campanha; otimiza o sistema que alimenta a campanha.

Menos retrabalho libera o time para estratégia

Automação de dados, diagnóstico simplificado e Product Studio reduzem parte do esforço operacional. Isso não elimina a revisão humana, mas muda o foco do time.

Em vez de gastar energia apenas corrigindo arquivos e perseguindo erros, a operação consegue dedicar mais tempo a decisões de sortimento, margem, prioridade de campanha, testes criativos e oportunidades de crescimento.

 

Como a i-Cherry transforma Merchant Center em vantagem de mídia

Na i-Cherry, o Merchant Center é tratado como uma peça estratégica da operação de e-commerce. Catálogo, dados de produto, integrações e diagnósticos não ficam separados da mídia: eles orientam decisões que impactam a entrega, eficiência e potencial de venda.

Nossa atuação combina estratégia, automação, análise de dados e governança para tornar o Merchant mais confiável no dia a dia. Isso inclui identificar produtos com problemas, priorizar correções, analisar oportunidades comerciais, integrar sinais de conversão e aplicar IA com critério para acelerar processos sem perder controle.

Essa abordagem conversa com a experiência da i-Cherry em plataformas avançadas, incluindo a certificação de DV360 da i-Cherry, e reforça uma premissa simples, a tecnologia só vira vantagem quando existe método, leitura crítica e visão de negócio.

Se a sua operação ainda depende de ajustes reativos ou não aproveita todo o potencial do Merchant Center, talvez o próximo passo seja estruturar melhor o ambiente que faz cada campanha trabalhar com mais inteligência.

Fale com o time da i-Cherry

Descubra como transformar o Merchant Center em uma operação mais saudável, automatizada e orientada a resultado para suas campanhas de Google Shopping.

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